Íntima das agulhas e linhas desde criança, Egléa Senna, com desenvoltura, lança mão desta cumplicidade para transforma-la em lavor. Mistura a antiga técnica do bordado com máquina de costura a procedimentos modernos para criar suas obras que são, em sua maioria, pequenas paisagens rurais “pintadas” com agulha e linha.

O fio condutor de cada bordado é o constante fascínio da bordadeira pelas ondulações dos morros, pelas cores das plantações, pelos milhões de tons verdes, vibrantes ou pálidos, os castanhos invernentos, as vermelhas poeiras barrentas das estradinhas de terra batida e as valentes flores que teimam em colorir paisagens aparentemente áridas.

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